Os meios de transportes evoluíram de acordo com o tempo, o que, por sua vez, alterou a percepção do mesmo. Há, então, uma subdivisão dos transportes em públicos ou privados, embora todos eles correspondem à necessidade de locomoção de longas distância, muitas vezes para um mesmo lugar, das aglomerações de massa e, atualmente, atrelado ao desequilíbrio econômico em que surge o favorecimento em adquirir o privado no lugar do aprimoramento do público, existe uma taxa crescente de pessoas que dirigem seus automóveis sozinhas. Unindo isso ao, cada vez mais presente, pensamento ambientalista, espalhando-se com maior vigor na década de 60, e ao pensamento humanista, trazido à luz no Renascentismo, percebe-se um distanciamento social entre as pessoas e um dano no ambiente, seja pela necessidade de novas estradas ou o afetamento da Camada de Ozônio.
Juntamente a evolução dos meios de transportes, temos a convergência das novas tecnologias de base microeletrônica e a teleinformática na década de 70, que originou a cibercultura, na qual estamos inseridos. Essa cultura, que é marcada pelas tecnologias digitais, é a evolução da técnica moderna, configurando uma nova conjuntura espaço-temporal, focada na transformação do mundo real em dados binários. Uma consequência direta disso é a própria mobilidade, cuja curva de deslocamento de pessoas pelo mundo está extremamente associado à revolução tecnológica.
Surge, nesse ponto, a base microssocial do nosso produto. Diante da limitação óbvia, restringimos o produto ao curso Sistemas e Mídias Sociais (SMD) da Universidade Federal do Ceará (UFC). O curso SMD possui na sua essência o network (rede de contatos). Daí deriva um aspecto da comunidade SMD: estar sempre trocando informações e se relacionando entre si, ou com outros grupos, principalmente por tecnologia móvel. A eficácia da internet, nesse aspecto, traz uma facilitação de comunicação entre os usuários e a aplicação (terceira lei da cibercultura), e uma familiaridade para a nossa comunidade, sendo a ferramenta mais fluente para o produto. A idéia de caronas para o SMD vem com propósito dual de suprir as necessidades passiva e ativa: sendo ativa a necessidade de locomoção, que se tornou mais urgente após à mudança e unificação do curso em um só prédio, que possui falhas de “estruturas exterior” enquanto aspecto locomotivo; sendo passiva a necessidade de interação e boa ação entre as pessoas do curso, pois muitos não conhecem as rotas de outros e algumas coincidem abrindo espaço para caronas.
O nosso produto, então, vem criar uma ponte entre as pessoas do curso, que possuem o bloco como uma âncora de ligação e estão dispostas a serem Condutores e Caroneiros, fortalecendo e reestruturando o relacionamento com a própria comunidade com o apoio do virtual. Além disso, conseguimos reconfigurar uma prática social, que é a própria movimentação da comunidade do SMD, bem como criar novas interações sociais dentro dela (primeira e segundas leis da cibercultura).
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